martes, 2 de junio de 2009

Accidente: A330 AirFrance Ultimas Noticias. Actualizado a las 16:30 Local Argentina

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Voo 447: Aeronáutica encontra no mar poltrona e materiais que seriam do Airbus da Air France

Publicada em 02/06/2009 às 15h47m

Tahiane Stochero, Diário de S. Paulo, O Globo, Reuters

Foto das buscas pelo Airbus da Air France desaparecido no mar/Imagem BBC/Brasil

RIO e SÃO PAULO - Pelo menos dez aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), três aviões franceses e um americano participam das buscas pelo Airbus A 330 da Air France e pelo menos quatro navios mercantes desviaram suas rotas para tentar se aproximar dos destroços avistados no mar e que podem ser do avião que fazia o voo 447, desaparecido desde a noite de domingo. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), estes navios estão a cerca de 20 quilômetros das quatro coordenadas onde os objetos foram avistados. O primeiro a chegar na área, de bandeira holandesa, ainda não avistou nada . Segundo a Aeronáutica, não há qualquer indício de sobreviventes .

França envia três navios e um pode chegar primeiro do que os brasileiros, por estar mais perto.

As 6h49m desta terça, foram avistados uma poltrona de avião, pequenos pedaços de materiais brancos, um tambor, uma boia laranja e vestígios de óleo e querosene em dois pontos distintos, distantes 60 quilômetros um do outro, a cerca de 650 quilômetros a Nordeste da Ilha de Fernando de Noronha, perto do Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Só será possível saber se são ou não da aeronave se for avistado algum tipo de número de série ou marca. Por isso, os achados têm de ser recolhidos.


Helicóptero da FAB decola de Natal para ajudar nas buscas/Foto Paulo Whitaker, Reuters

O coronel e vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica, Jorge Antônio Amaral, confirmou na manhã desta terça-feira que aviões da Força Aérea Brasileira encontraram nesta madrugada objetos metálicos e não-metálicos no Oceano Atlântico, próximo ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Tudo indica que são destroços do Airbus da Air France, que seguia do Rio de Janeiro para Paris com 228 pessoas a bordo. ( Veja as fotos do arquipélago )

A notícia, porém, veio à tona horas antes, quando um homem captou por meio de rádio-amador a frequência da Força Aérea informando sobre indícios do achado. Ele já ajudou em outras buscas na região do arquipélago .

- O que foi encontrado ainda não é suficiente nem mesmo para dizer que se trata do avião da Air France. Esperamos encontrar a lateral da aeronave com o logotipo da empresa para afirmar categoricamente que se trata do avião que desapareceu - disse o coronel o Jorge Antônio Amaral.

O porta-voz das Forças Armadas francesas, Cristophe Prazuck, porém, afirmou que a poltrona e os materiais metálicos encontrados pela FAB "são uma pista muito séria" e podem pertencer a Airbus. Em entrevista à Radio France Internationale (RFI), Prazuck disse que as forças armadas francesas desviaram para a região dois aviões Atlantique 2, que participam das buscas.

- Provavelmente, a partir dessas descobertas, poderemos determinar o lugar onde ocorreu o acidente com o Airbus A330 e encontrar a caixa-preta que poderá revelar as causas do mesmo - disse Prazuck.

Pela manhã, Amaral havia afirmado que é preciso resgatar alguns dos pedaços que estão no mar e identificá-los como sendo ou não sendo da aeronave da Air France, por meio de algum número de série.

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo fica no Oceano Atlântico, entre a África e a América do Sul, a 1100 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte, e a 1800 quilômetros de Dakar, no Senegal - Simone Marinho

De acordo com Amaral, um avião R-99 detectou, por radar, sinais eletrônicos de materiais metálicos e não-metálicos por volta de 1h desta madrugada.

O modelo R 99 é usado pelo Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e tem sensores e radares que fazem varreduras e transformam sinais em fotografias em tempo real. Ele decolou às 22h35m desta segunda de Fernando de Noronha e, após a identificação eletrônica, delimitou a área de busca.

Os sensores atuam identificando temperaturas que se diferenciam do ambiente e são capazes de localizar pessoas e focos de incêndio por baixo da copa de árvores, por exemplo. Quando o dia clareou, três modelos Hércules sobrevoaram a área e visualizaram os destroços em duas áreas. O horário exato em que os objetos foram avistados foi 6h49m e não 5h25m, como havia sido anunciado no início desta manhã, segundo a Aeronáutica.

Quando forem localizados, os destroços devem ser recolhidos e trazidos para o Brasil para análise. A base de operações foi montada em Fernando de Noronha. A área onde as peças foram avistadas pertence à jurisdição aérea brasileira, mas ainda não é certo se a investigação sobre o acidente será feita pelas autoridades brasileiras ou compartilhada.

Segundo técnicos do Cenipa que chegaram nesta manhã a Fernando de Noronha, a profundidade do mar no local onde foram achados os pedaços é entre 6 a 8 quilômetros . Nesta profundidade, não é possível trabalhar com mergulhadores, apenas com submarino. Os destroços devem ser resgatados e trazidos para o Brasil, que é o ponto mais próximo do local.

Os técnicos afirmam que, se forem comprovadas que as manchas de óleo e querosene são da aeronave, o avião não se desintegrou no ar, pois o combustível teria se evaporado.

- Isso pode indicar que o avião caiu ou tentou pousar - afirmou uma fonte do Cenipa, acrescentando, porém, que não há ainda qualquer prova de que os destroços sejam da aeronave desaparecida.

Embarcações da Marinha Brasileira devem chegar ao local do acidente até a manhã de quarta. Inicialmente, a Marinha informou que o navio-patrulha Grajaú chegaria por volta das 21h30m desta terça . Mais tarde, refez a previsão de chegada para a manhã de quarta.

O Grajaú partiu segunda-feira de Natal e é de pequeno porte, usado em patrulhas oceânicas. Possui capacidade para 10 homens e 1 bote inflável para seis homens. Além disso, também possui um guindaste eletro-hidráulico com capacidade para içar até 620 quilos. Porém, não conta com equipes de mergulho.

Mesmo com os achados, buscas continuam a ser feitas na costa do Senegal, uma vez que não se sabe a quantos quilômetros os destroços podem ter se espalhado pelo mar.

Até mesmo a Organização das Nações Unidas (ONU) já se integra aos trabalhos para explicar o que aconteceu com o voo 447 da companhia francesa. Dois jatos da Lufthansa devem dar pistas das condições climáticas para a investigação , de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A agência climática da ONU afirmou nesta terça-feira que tem informações preliminares indicando que as duas aeronaves registraram dados sobre a temperatura e os ventos. As aeronaves, no entanto, não estavam equipadas para transmitir automaticamente informações. Acredita-se que as duas aeronaves iam da América do Sul para a Europa, mesma direção do voo Paris-Rio da Air France, com cerca de 30 minutos de antecedência.

Fenômenos climáticos associados a tempestades com raios normalmente bastante localizados e breves. Se um avião registra turbulência, é improvável que outro que passe pela área a perceba, mesmo que isso ocorra pouco tempo depois.


PARIS.- Pocas horas después de cumplirse las primeras 24 horas de su desaparición, la Fuerza Aérea Brasileña (FAB) aseguró haber avistado restos metálicos y no metálicos en el océano Atlántico durante la búsqueda del avión de Air France desaparecido con 228 personas a bordo.

Los restos fueron avistados en alta mar, en las proximidades de las islas Sao Pedro y Sao Paulo, a 800 kilómetros de Fernando de Noronha, estado de Pernambuco.

Según informó el vocero de la Fuerza Aérea, Jorge Amaral, ayer a las 22.35 (hora de la Argentina) el radar de uno de los aviones brasileños captó señales "que indicaban materiales metálicos y no metálicos flotando en el océano". Ello llevó a los equipos de búsqueda a concentrar sus esfuerzos en un área al noreste de Fernando de Noroña. En tanto ?confirmó-, a las 5.25 de esta madrugada fueron hallados materiales en dos puntos distintos, a 60 kilómetros de distancia uno del otro.

Entre esos materiales, estaban "un sillón de avión, materiales blancos, un flotador color naranja, un tambor y vestigios de aceite y combustible", agregó el vocero, quien indicó que "hasta ahora" no se han detectado indicios de sobrevivientes. Amaral advirtió sin embargo que todavía no hay seguridad absoluta de que estos restos sean de la aeronave desaparecida: "Hay que sacar del agua una pieza que tenga un número de identificación correspondiente al del avión de Air France".

La nave mercantil Douce France realizó una búsqueda en el área indicada por los pilotos de un vuelo de TAM, quienes dijeron haber visto "varios puntos naranja" sobre el Atlántico, a unos 40 minutos del lugar donde se produjo el último contacto de radio con el Airbus.

Detectan posibles restos del avión desaparecido en alta mar

La aeronáutica de Brasil avistó restos metálicos y no metálicos en el Atlántico, a unos 800 kilómetros de Fernando de Noronha; siguieron las pistas aportadas por un piloto de TAM que afirmó haber visto "varios puntos naranja" cuando sobrevolaba la región

lanacion.com | Exterior | Martes 2 de junio de 2009




Avião que fazia voo 447 da Air France pode ter caído a mais de 700km de Fernando de Noronha

Publicada em 02/06/2009 às 00h27m


Antônio Marinho, Evandro Éboli e sucursais - O Globo; Agência Brasil; GlobonewsTV
Reuters

BRASÍLIA e RIO - O voo 447 da Air France, que desapareceu depois de decolar no domingo do Rio de Janeiro em direção a Paris, teria caído próximo ao arquipélago São Pedro e São Paulo, a 770 quilômetros de Fernando de Noronha. A informação foi dada por autoridades brasileiras que participam das buscas do aparelho. O local da queda é no limite das 200 milhas náuticas, quase fora da jurisdição brasileira.

Brasil manda 7 aviões e 3 navios para resgate

Sete aviões da Força Aérea Brasileira e três navios da Marinha fazem as buscas do avião da Air France, com apoio de aeronaves francesas. As autoridades militares brasileiras acreditam que o avião tenha caído por volta de 23h14m a cerca 1.100 quilômetros a nordeste de Natal. Segundo a FAB, os aviões devem vasculhar toda a área, primeiro de forma longitudinal (de Natal em direção à França); depois em ziguezague e, por último, concentrando as buscas num quadrilátero que começa pequeno e vai se expandindo. A Marinha informou que cerca de 300 homens trabalham na missão de resgate. Seguem para o local a fragata Constituição, a corveta Caboclo e o navio-patrulha Grajaú. Segundo a FAB, a área de busca tem a dimensão de 120km².

O vice-chefe do Centro de Comunicação Social (Cecomsaer), coronel Jorge Amaral, informou que o governo de Senegal autorizou as aeronaves brasileiras a sobrevoarem 30 quilômetros no seu espaço aéreo. Assim, os aviões de busca poderiam se aproximar do ponto que supõe-se que o Airbus possa ter caído.

Ainda segundo a FAB, caso os destroços do avião sejam localizados em espaço aéreo brasileiro, a investigação sobre as causas do acidente será do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Caso estiver no espaço aéreo de outro país, como o Senegal, a investigação será de responsabilidade da França, país a que pertence a empresa aérea. Os governos podem entrar em acordo para definir um trabalho em conjunto.

Primeiro navio só deve chegar ao local na madrugada de quarta

A Marinha enviou três navios de patrulha e resgate para ajudar nas buscas do Airbus da Air France. A dificuldade maior na localização de sobreviventes ou vítimas é a profundidade naquela área, que pode chegar a 5.000 metros. O serviço de Busca e Salvamento da Marinha (Salvamar) foi acionado pela Aeronáutica de madrugada. Como a base de Natal fica mais próxima do local da provável queda do avião, foi acionada.

O navio-patrulha Grajaú partiu de Natal com 31 pessoas na tripulação, incluindo um médico e dois mergulhadores, mas não tem equipamentos para localizar destroços no fundo mar. Deve chegar na madrugade quarta-feira ao local onde as buscas serão concentradas. Os outros navios, a fragata Constituição e a corveta Caboclo, partiram respectivamente de Salvador e Maceió, com previsão de chegada quarta-feira à noite ou quinta. O Constituição leva um helicóptero.

No caso do afundamento da aeronave, o 3 Distrito Naval informou que terá de solicitar uma sonda da Petrobras. Na hipótese de haver sobreviventes ou do resgate de corpos, o comando do 3 Distrito Naval in$que o retorno será para Fernando de Noronha, para posterior transferência de eventuais feridos e corpos para Natal ou Recife.

Espanha e EUA ajudam nas buscas

As buscas pelo Airbus A330 da Air France estão partindo das duas costas do Atlântico, num esforço que mobiliza não só Brasil e França, como também Estados Unidos, Senegal e Espanha. Em Paris, o presidente Nicolas Sarkozy anunciou que o governo francês enviou ainda ontem vários navios à região.

Pelo menos um dos aviões da Força Aérea francesa, um Bréguet Atlantique, decolou de Dacar, no Senegal, para ajudar nas buscas, fazendo a rota contrária ao avião acidentado. Pelo menos mais um avião francês seria enviado. A França está contando ainda com a ajuda dos Estados Unidos, que utilizará satélites do Pentágono que vigiam a área para tentar localizar destroços do avião.

Além disso, a Espanha está contribuindo com dois aviões. Uma aeronave da Guarda Civil equipada com dispositivos de localização partiu de Dacar, onde participava de uma operação contra a imigração ilegal. E um Fokker seguiu ontem para Cabo Verde, de onde partirá para as buscas. Aeronaves de outros países da Comunidade Europeia devem se juntar nesta terça-feira às buscas.

Jobim decide antecipar retorno ao Brasil

Por causa do desaparecimento do avião, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, antecipou seu retorno ao Brasil. O ministro está em Walvis Bay, na Namibia, onde participaria da cerimônia de comemoração do 19º aniversário da Força de Defesa daquele país. Jobim será representado pelo comandante da Marinha do Brasil, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, que o acompanhou na viagem.

" Neste momento de expectativas e incertezas, apresento minha solidariedade aos familiares dos passageiros e tripulantes "




Europa | 01.06.2009

Tragedia aérea sobre el océano: desaparece un avión de Air France

Llevaba 216 pasajeros y 12 tripulantes a bordo y desapareció súbitamente de los radares: un avión de la compañía francesa Air France que se dirigía de Río de Janeiro a París podría haberse precipitado al Atlántico.

Pierre-Henri Gourgeon, director de Air France.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Pierre-Henri Gourgeon, director de Air France."Puede que un rayo haya alcanzado al avión", dijo en París el jefe de la compañía Air France, Pierre-Henri Gourgeon. De momento, así reza la principal hipótesis que se baraja en el cuartel de la aerolínea para dar explicación a la repentina desaparición de su Airbus A330-200. El aparato habría atravesado una “zona de temporal con fuertes turbulencias”. Al parecer, en su último contacto con la aerolínea, el piloto informó que la aeronave presentaba problemas de presurización y un fallo en el sistema eléctrico.

Más allá de los círculos de Air France, los expertos no descartan la posibilidad de que el avión haya sido objeto de un ataque terrorista. Los impactos de rayos son algo frecuente en el tráfico aéreo y la tecnología está lo suficientemente desarrollada para que no ocasionen graves daños. Sin embargo, la suspensión del suministro de electricidad explicaría por qué experimentados pilotos como los que estaban a los mandos del AF 447 no activaron ellos mismos alarma alguna.

En cualquier caso, de lo que no queda la menor duda, aseguró Gourgeon, es de que "estamos ante una catástrofe aérea".

Sin contacto desde las 3:30

"No entendemos qué ha pasado. La hipótesis de un secuestro no está descartada pero, en tal caso, el aparato tendría que haber aterrizado en algún lugar. Lamentablemente, hemos de prepararnos para lo peor", declaró el secretario de Estado de Transporte francés, Dominique Bussereau, en el aeropuerto Charles de Gaulle, donde se ha instaurado el gabinete de emergencia.

El avión despegó tal como estaba previsto la pasada medianoche del aeropuerto de Río de Janeiro con destino a París. Tres horas después, a la 1:33 GMT, se registró el último contacto. A la 1:48 GMT el aparato fue registrado por los radares: volaba normalmente. Sin alerta previa de los pilotos, se le perdió desde entonces la pista. El siguiente contacto verbal con los controladores brasileños, previsto para las 2:30 GMT, no tuvo lugar. El Aribus nunca llegó a Francia y, según el ministro marroquí de Transporte, Karim Ghellab, tampoco alcanzó a sobrevolar Marruecos.

Según el Ministerio de Defensa brasileño, sus equipos de rescate iniciaron alrededor de las 5:30 GMT las labores de búsqueda: con tres buques de la Armada y tres aeronaves de la Fuerza Aérea Brasileña los trabajos de rastreo se iniciaron en el litoral de la isla Fernando de Noronha, a 360 kilómetros de tierra firme, y se trata de repetir la ruta que debería haber seguido la aeronave rumbo a Europa. Además, un avión de vigilancia francés partió de Senegal para tratar de localizar posibles restos del aparato frente a la costa africana.

Pocas posibilidades y algo de esperanza

“Ésta podría ser una historia larga y triste. La caja negra se encuentra seguramente en el fondo del mar”, dijo Douglas Ferreira Machado, representante de la asociación brasileña de transporte aéreo.

En ocasiones, la búsqueda de los restos de un avión accidentado sobre el mar ha llegado a durar semanas e incluso meses. Pese a que las negras emiten una señal de localización, la intensidad de ésta depende de la profundidad de las aguas, recordó el experto en aviación Francois Granquier. Los medios de los que se dispone en este campo son limitados y, además, “es muy probable que el avión haya quedado completamente destruido”, dijo Granquier, con lo que las posibilidades de recuperar el aparato, en caso de que éste se haya precipitado efectivamente al Atlántico, son muy escasas.

Aunque la asociación de pilotos SMPM mantuvo hasta el último minuto “una chispa de esperanza”, Air France ha presentado ya "sus más sentidas condolencias a los familiares y personas próximas de los pasajeros y miembros de la tripulación". La aerolínea descarta que se puedan rescatar supervivientes, y también el presidente francés, Nicolas Sarkozy, estimó "muy reducidas" las probabilidades de encontrar a personas con vida. El mandatario galo, que visitó el aeropuerto parisino, consoló a los familiares de las víctimas reunidos en la terminal aérea y dijo que su Gobierno ha solicitado a las autoridades estadounidenses ayuda para localizar el avión a través de imágenes satelitales.

Autora: Luna Bolívar/ dpa

Editora: Claudia Herrera Pahl






Desaparece avión sobre el Atlántico
Desaparece avión sobre el AtlánticoUn avión de la compañía Air France con al menos 228 personas a bordo y que cubría la ruta Río de Janeiro-París, desapareció este lunes del control de los radares, luego de haber enviado un mensaje automático que advertía sobre un "fallo del circuito eléctrico" de la aeronave a las 02:14GMT..

Funcionarios del aeropuerto Charles de Gaulle en la capital francesa informaron que a las 06:00 GMT perdieron contacto con el vuelo que partió de Río de Janeiro. La Fuerza Aérea de Brasil confirmó la noticia.

La aerolínea francesa precisó que sobre las 02:00 GMT el aparato "atravesó una zona de tormenta con fuerte turbulencia".

El avión se perdió en medio del océano, varias horas después de haber despegado, lo que dificulta las tareas de rescate.

Tanto Brasil como Francia han puesto en marcha operativos en los alrededores del archipiélago de Fernando de Noronha, frente a las costas del país latinoamericano, y en las aguas de Senegal, país africano a cuyo espacio aéreo estaba a punto de ingresar el avión cuando desapareció de los radares.

Estaba previsto que el Airbus 330 aterrizara en París a las 11:10 hora local (09:10 GMT).

El ministro francés de Transporte, Jean-Louis Borloo, dijo que para esta hora el avión ya se habría quedado sin combustible.

"No hay nada en el radar español, ni en el marroquí ni tampoco en el francés, seriamente tenemos que temer lo peor", añadió.

Desastres aéreos en los últimos tres años
Falla eléctrica
Airbus 330 de Air France (Foto:Archivo)

La tripulación del avión había informado sobre una falla eléctrica.

De acuerdo con Gerardo Lissardy, colaborador de BBC Mundo en París, el gobierno francés descartó que la desaparición del avión pueda deberse a un secuestro, y señaló que se trabaja sobre la hipótesis de un accidente.

El vuelo AF447 despegó de Río de Janeiro a las 19:00 hora local (22:00 GMT) del domingo, con 216 pasajeros y 12 miembros de la tripulación a bordo.

Las autoridades francesas instalaron un centro de crisis en el aeropuerto Charles de Gaulle.

"Estamos muy preocupados", le dijo a AFP un funcionario francés. "El avión desapareció de nuestras pantallas hace varias horas", agregó.

El primer secretario de la embajada brasileña en París, Bruno Carrilho, le dijo a BBC Mundo que "el avión perdió el contacto y los radares no lo encuentran más".

"El último contacto fue aproximadamente tres horas y media o cuatro después del despegue, entonces estaría sobre el Atlántico, posiblemente después de la isla de Fernando de Noronha", agregó.

El portavoz de la aerolínea, Francois Brousse, manejó la posibilidad de que el avión haya sido "fulminado por un rayo" en el trayecto entre Río de Janeiro y París.

El último contacto fue aproximadamente tres horas y media o cuatro (horas) después del despegue, entonces estaría sobre el Atlántico, posiblemente después de la isla de Fernando de Noronha

Bruno Carrilho, primer secretario de la embajada brasileña en París

El funcionario informó que a primeras horas de la tarde en París el consulado brasileño buscaba determinar cuántos ciudadanos del país sudamericano viajaban en el avión.
Búsqueda

Por su parte, el corresponsal de la BBC en Sao Paulo, Gary Duffy, señaló que autoridades brasileñas dijeron que el avión habría desaparecido sobre el Atlántico a unos 300 kilómetros de la ciudad de Natal, en el noreste de Brasil.

La Fuerza Aérea confirmó que la zona donde habría desaparecido el avión es responsabilidad de Brasil y que varias avionetas iniciaron la búsqueda de la aeronave.

Según Garry Duffy, éste sería el primer accidente serio que ocurre dentro del espacio aéreo brasileño desde que un vuelo de la aerolínea TAM se estrellara en Sao Paulo en julio de 2007, dejando un saldo de 199 víctimas.

El jefe de investigaciones y prevención de accidentes de la Agencia de Aeronáutica Civil brasileña, Douglas Ferreira Machado, admitió que la búsqueda "tomaría un largo tiempo".

"Podría ser una larga y triste historia", expresó a medios brasileños. "La caja negra del avión estará en el fondo del mar".

Fabrícia Peixoto de BBC Brasil, indicó que dos aviones Hércules de la Fuerza Aérea de Brasil, fueron enviados a la región para ayudar en las labores de búsqueda y salvamento. Tres navíos de la Marina también se unirán al operativo.
Centro de crisis
Mapa

Un funcionario de Air France le dijo a la agencia de noticias AFP que las personas que esperaban la llegada del avión serían recibidas en un área especial ubicada en el terminal 2 del aeropuerto Charles de Gaulle.

Familiares y amigos de los pasajeros han sido conducidos lejos del pasillo de espera de los vuelos, indicó el corresponsal de la BBC en París, Alistair Sandford.

"Quiero decir que todos en Air France estamos profundamente conmovidos y compartimos el dolor de los familiares de los pasajeros y haremos lo posible por ayudarlos", afirmó el director ejecutivo de Air France, Pierre-Henri Gourgeon.

El presidente de Francia, Nicolas Sarkozy, expresó su preocupación e hizo un llamado a las autoridades para que hicieran todo lo posible por encontrar el avión, informó el Palacio del Elíseo.

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